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Pronatec Jovem Aprendiz: Funciona ou não?

Olá, nos somos a Amanda e a Monalisa

Nós fazemos Serviço social O tema do nosso trabalho é:

O PRONATEC JOVEM APRENDIZ e as Possibilidades de Inserção no Mercado de Trabalho

Nós fomos orientados pela professora Ednéia Alves de Oliveira Essa pesquisa é um desdobramento do estudo intitulado “A Política de Emprego no Município de Juiz de Fora, realizada no período de 2015 a 2016, que realizou um levantamento dos programas projetos e políticas desenvolvidas no município para geração de emprego e renda.

A partir dessa catalogação verificou-se a existência do PRONATEC JOVEM APRENDIZ desenvolvido pela Secretaria de Desenvolvimento Social, a fim de conhecer melhor o programa citado, apresentamos a proposta de Iniciação Científica “O PRONATEC JOVEM APRENDIZ” e as Possibilidades de Inserção no Mercado de Trabalho

pronatec

Os objetivos da nossa pesquisa foram

Destacar a formação e a qualificação como um mecanismo que possibilita, ou não, a inserção de jovens no mercado de trabalho; Compreender como se deu a implementação e as particularidades do PRONATEC JOVEM APRENDIZ no município de Juiz de Fora; e por fim, Analisar os programas de geração de emprego e renda focando no PRONATEC JOVEM APRENDIZ.

A metodologia utilizada foi: visitas e entrevistas aos parceiros na execução do programa na cidade, que foram a SDS e o SEST/SENAT, e também uma pesquisa documental.

Este programa enfatiza a questão da formação e qualificação para o mercado de trabalho, perspectiva adotada pelas políticas de emprego e renda, ou seja, após as medidas empreendedores e de formação e qualificação da força de trabalho através de cursos técnicos como forma de inserção no mercado.

A ênfase dessas políticas de incentivo ao empreendedorismo na qualificação da força de trabalho denota um claro viés individualista, pois, passa-se a acreditar que a reinserção ou permanência no trabalho está vinculada à capacidade individual, negando categorias fundamentais do modo de produção capitalista, como concentração/ centralização da renda, trabalho explorado/excedente e acumulação de capital através da extração mais- valia Nos países da periferia, caso exemplar do Brasil, tais medidas reforçam a histórica desigualdade social.

Visto que a reestruturação produtiva acontece simultaneamente com a refração do estado brasileiro dos investimentos em políticas públicas, além da ausência de políticas de proteção ao desemprego, o salário sempre foi baixo e as condições do trabalho sempre precárias

A tudo isso soma- se a ausência de uma política educacional democrática que permitisse a competição pela inserção no mercado formal de trabalho a todos os indivíduos Juiz de Fora foi reconhecida em 2014 como a cidade mineira com maior número de matrículas no PRONATEC.

Por isso foi uma das nove escolhidas para implantar o novo programa piloto PRONATEC JOVEM APRENDIZ, lançado em setembro de 2014.

Apesar de oferecer força de trabalho com baixo custo, a implementação e execução do programa cidade não foi tarefa fácil Uma das razões foi o fato de o programa se voltar para as micro e pequenas empresas, que não são obrigadas a cumprir a cota de aprendizagem.

Assim, das 200 empresas convidadas para apresentação do programa, apenas 50 compareceram e destas somente 20 aceitaram participar.

pronatec jovem aprendiz

Porém alguns empresários desistiram, restando somente 14.

A fim de sanar esse problema a SDS contatou o MDS(Ministério de Desenvolvimento Social) sobre o caso da Santa Casa, que mesmo não sendo micro e pequena, empresa aceitou receber os meninos que ficariam de fora, possibilitando o início do programa.

Portanto, uma das diferenças do município para as outras oito cidades foi que aqui o treinamento prático de boa parte dos alunos se de uma instituição obrigada por lei a cumprir cotas de aprendizagem.

Outro fator diferenciador foi que as 20 vagas do programa foram preenchidas por adolescentes, entre 15 e 17 anos, que se encontravam em serviços da proteção social especial do município As aulas teóricas foram realizadas pelo SEST/ SENAT.

Inicialmente, a previsão era de que o programa durasse 18 meses.

Com três cursos ministrados em um semestre cada No entanto, com o reajuste no orçamento, não houve repasse para execução do terceiro itinerário.

Para não encerrar o programa como foi autorizado, o SEST/SENAT custeou com os próprios recursos o último semestre, mantendo os mesmos benefícios antes disponibilizados.

A SDS informou que, com todas as particularidades, Juiz de Fora foi a única cidade que iniciou e concluiu o programa.

Afirmou ainda, que os jovens tinham suporte psicossocial O SEST/SENAT se opôs a essa informação, alegando que todo suporte ficou a cargo dessa instituição.

Podemos comprovar que a vigência do PRONATEC JOVEM APRENDIZ não foi longa Ainda assim uma turma foi formada Dos 20 participantes, somente seis concluíram o curso Índice de evasão 70%.

Destes, apenas um ingressou no mercado formal de trabalho.

Como o público alvo do programa eram jovens inseridos na proteção social especial, atribuiu-se o fracasso do mesmo a incapacidade dos jovens de aproveitar as chances oferecidas.

Podemos considerar então, que os resultados não foram tão satisfatórios como nos fazem crer a política de divulgação do Governo Federal ou Municipal Visto tudo que foi colocado anteriormente, podemos concluir que o PRONATEC JOVEM APRENDIZ, que tem por base a formação técnica profissional, se constitui apenas com uma estratégia paliativa, o que notamos é apenas uma apologia à responsabilização dos desempregados pela sua condição, sobretudo os mais jovens