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O
local
onde se levantou a povoação foi primitivamente
habitada
pelos índios Xucurus, que vieram formar aldeia nas
proximidades
da serra da Palmeira dos Índios, já encontrando
aí
estabelecidos os Cariris, emigrados de Pernambuco, em
conseqüência da seca que assolou os
sertões no ano de
1740.
A região
também teve a influência
de
quilombos. Eles viviam de nozes de palmeiras e principalmente da
caça de caititus, que em manadas, pastavam no
próprio
local onde hoje é a cidade. Sendo o chefe desse quilombo
excelente caçador, chamavam-no Quebrangulo, que na
gíria
dos negros, significava matador de porcos. O povoado também
se
chamou Vitória, voltando posteriormente à
denominação primitiva.
O desenvolvimento foi
muito
demorado e vagaroso, devido a índole pouco ordeira de seus
habitantes, envolvidos continuadamente em lutas intestinas de
famílias, que se hostilizavam e mantinham em suas
discórdias o domínio do bacamarte, dos
ódios e
vinditas. Com o seu exemplo e sua palavra, pregando o amor, combatendo
os maus costumes e o ódio, o virtuoso frei Caetano Messina
conseguiu implantar melhores costumes no espírito da
população. Foi o citado frei quem concluiu os
trabalhos
de construção da Matriz, iniciados por frei
Henrique.
A
freguesia foi criada pela Lei nº 301, de 13 de junho de 1856,
sob
a invocação do Senhor Bom Jesus dos Pobres. Pela
Lei
nº 624, de 16 de maio de 1872, foi criada a vila, desmembrada
de
Assembléia, hoje Viçosa, sendo a mesma extinta
pelo
Decreto nº 4, de 20 de fevereiro de 1890, sendo seu
território partilhado entre Viçosa e Palmeira dos
Índios. Ficando aquele com o distrito de Limoeiro e este com
o
de Quebrangulo. Ainda no mesmo ano, em 27 de setembro, pelo Decreto
nº 47, foi restaurada, com a denominação
de
Vitória, tendo, pelo mesmo Decreto, seus limites devidamente
fixados, os quais são os mesmos da freguesia, definidos pela
Lei
nº 301, de 13 de junho de 1856. Através da Lei
nº 593,
de 6 de julho de 1910, foi elevada à categoria de cidade.
Por
força da Lei nº 1.139, de 20 de junho de 1928,
voltou a
denominar-se Quebrangulo.
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