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Durante o XXVI Congresso Nacional de Secretarias Municipais
de Saúde (que acontece desde o último dia 25, em Gramado/RS), os representantes
dos secretários municipais de saúde do Nordeste realizaram uma reunião para
debater as dificuldades vivenciadas na Região.
Encabeçada pelo presidente do Conselho de Secretarias
Municipais de Saúde de Alagoas (COSEMS/AL), Pedro Hermann Madeiro, a reunião
contou com os presidentes dos COSEMS dos Estados do Ceará, Sergipe, Pernambuco,
Piauí, Bahia, Maranhão e Rio Grande do Norte. A pauta central foram as
políticas excludentes do Governo Federal, em relação ao Nordeste, especialmente
no que concerne aos municípios de pequeno porte.
“Em nosso Estado, não conseguimos fazer com que os
profissionais médicos cumpram a carga horária do Programa Saúde da Família
(PSF). Até porque temos poucos médicos interessados em fazer PSF e com perfil adequado
para tanto. Sei que esta situação não é exclusiva do Piauí. Em todo o Nordeste
esta é uma questão recorrente. Precisamos construir políticas alternativas para
enfrentar esta problemática”, disse a presidente do COSEMS/PI, Ilvanete
Beltrão.
O representante maior das Secretarias Municipais de Saúde do
país, o presidente do Conasems, Antonio Carlos Figueiredo Nardi, que é gestor
de saúde do município de Maringá/PR, destacou que os entraves detectados na
plena execução da Estratégia Saúde da Família, estão acontecendo em todo o Brasil.
“A minha cidade fica na Região Sul e nós estamos enfrentando os mesmos
problemas. O que precisamos é avaliar a nossa atuação, dentro das
especificidades regionais. O Nordeste tem o apoio irrestrito do Conasems. É
urgente que tenhamos olhares diferenciados para situações diferenciadas”,
ponderou.
Para Pedro Madeiro, deve ser imediata a construção de novas
teses para acabar, definitivamente, com as distorções das políticas nacionais
de saúde. “O Nordeste têm os piores indicadores sociais do país. Obviamente
nossa situação não é igual a do Sul ou Sudeste. Nós precisamos definir bem a
responsabilidades dos três níveis de governo quanto à organização da atenção
básica territorial para conseguirmos um avanço significativo. Em nossas assembléias,
em Alagoas, ficou clara a difícil questão do profissional médico. O
não-cumprimento da carga horária e os altos salários exigidos pela categoria
são situações que pretendemos solucionar com a Nota Técnica que elaboramos em
parceria com os prefeitos do Estado. Os gestores têm obrigação de definir uma
posição oficial frente às dificuldades constatadas”, destacou.
Dentre os pontos da referida
Nota Técnica destacam-se a implantação de uma política salarial regionalizada,
considerando as peculiaridades existentes, e a redefinição da política de
financiamento da Atenção Básica e das equipes do PSF.
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