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Em Maceió, secretário de Quebrangulo aponta 
dificuldades do PSF em Alagoas  

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O  Secretário de Saúde, de Quebrangulo, Pedro Madeiros marcou firme presença como presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems\AL) nesta segunda-feira,12, em Maceió, durante reunião convocada pela Associação dos Municípios Alagoanos (AMA). O evento contou com prefeitos e secretários municipais de saúde, que  discutiram estratégias para a melhoria das ações e serviços da Atenção Básica, no Estado, sobretudo no que diz respeito às Equipes do Programa de Saúde da Família (PSF).  Além de Pedro Madeiro como debatedor, a reunião também contou com o presidente da AMA, Luciano Barbosa e de Herbert Mota, Secretário  Estadual de Saúde.

Pedro Madeiros  iniciou os debates, explanando sobre a situação da atenção primária à saúde em Alagoas. Em sua fala, ele citou a portaria 648 de março de 2006, que versa sobre o funcionamento da Atenção Básica, no Brasil, e sua regulamentação. “Na prática, o que acontece é um ‘travamento’ dos recursos financeiros quando ele agrega ao repasse, condicionantes de equipe mínima e carga horária. “Nós precisamos definir bem a responsabilidades dos três níveis de governo quanto à organização da atenção básica territorial para conseguirmos um avanço significativo”, disse.

Em sua apresentação, Pedro Madeiro, esclareceu que uma Equipe de Saúde da Família (ESF), da Modalidade I (com população de até 30 mil habitantes e Índice de Desenvolvimento Humano igual ou inferior a 0,7), e que se encaixa na maioria dos municípios do Estado, possui um valor de Incentivo (federal), na ordem de R$ 9.600,00. As demais (Modalidade II) possuem Incentivo de R$ 6.400,00. “O problema é que o valor médio de uma ESF / mês é de 37.363,83, contando os gastos com profissionais, medicamentos, expedientes, aluguel, água, energia, entre outros. Ou seja, o incentivo dá apenas para pagar o médico e seus encargos. O restante é o município que tem que financiar”, desabafou.

O presidente da AMA disse que tal realidade deve ser relatada e debatida com o Ministério da Saúde. “Nós levaremos esta pauta para a marcha dos prefeitos, que acontecerá em Brasília (DF), nos dias 18 e 19 de maio. No mesmo mês acontece o XXVI Congresso Nacional de Secretários Municipais de Saúde, em Gramado (RS). Lá, os municípios também devem levar esta problemática, que certamente não se restringe à Alagoas, para uma discussão nacional”, observou. O prefeito Luciano Barbosa ainda sugeriu um PAB fixo e variável estadual, para os municípios, solicitando esta avaliação por parte da SESAU.

Ao final dos debates ficou acordada a constituição de uma Comissão Técnica formada pelos coordenadores dos Colegiados de Gestão Regional, AMA, COSEMS e SESAU. A primeira reunião ficou agendada para a próxima segunda-feira (19), na sede do COSEMS, a partir das 08h00.

“Acredito que hoje demos um importante passo rumo ao fortalecimento da Atenção Básica em nosso Estado. Tenho certeza que os desdobramentos das discussões, na Câmara Técnica, serão fundamentais para esse avanço”, concluiu o secretário estadual de saúde Herbert Motta.


  
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 Quebrangulo, 12 de Abril de 2010 Por Edmílson Teixeira - DRT-AL 594
9984-1569 e 3241-8433



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